Mas a TEOLOGIA DA PROSPERIDADE revoluciona isso prometendo
prosperidade, bem estar e erradicação da pobreza, porque a inferioridade,
segundo o EVANGELHO DA PROSPERIDADE significa falta de fé, algo
que desqualifica o sacrifício do Senhor Jesus Cristo para a remissão do pecado
e a salvação da vida eterna.
Segundo os pregadores da TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, Jesus veio ao
mundo pregar o Evangelho aos pobres justamente para que deixassem de ser
pobres. Mas de onde surgiu esse evangelho mentiroso que hoje é predominante na
maioria das igrejas, que desvirtua a fé, e afirmam que temos que buscar a
felicidade e bens materiais em Deus a qualquer custo?
A palavra de Deus, à luz do Evangelho diz: Quem deu primeiro a Ele para que
fosse recompensado? Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos as humildes
(Romanos 11.33 e 12.16).
Nada trouxemos para este mundo e nada podemos levar dele, mas tendo sustento
e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Porque o amor
do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se
desviaram da fé e traspassaram a si mesmos com muitas dores (I
Timóteo 6.7-10).
A teoria evocada no EVANGELHO DA PROSPERIDADE propaga que o
crente sendo fiel nos dízimos e ofertas, tem o direito perante a Deus em viver
uma vida regada de mordomia, com bom emprego, moradia de alto padrão, carros
novos, imune as enfermidades, resguardado aos desajustes sociais e familiar,
enfim, viver o paraíso aqui na terra mesmo, confrontando a palavra do Senhor
Jesus o qual declarou: No mundo tereis aflições (João 16.33).
A palavra de Jesus afirma que enquanto estivermos no mundo vamos ter provações,
mas vamos também receber a sua Graça e abundância de paz, o que é de uma
grandiosidade incomparável a toda riqueza deste mundo. Mas a grande recompensa
pela fidelidade aos mandamentos do Senhor, só virá na eternidade. O Senhor
reservou para os seus uma cidade edificada toda em ouro, onde não haverá mais
morte, nem pranto, nem dor, nem clamor porque as primeiras coisas já se
passaram.
Essa modernidade no meio evangélico chamada TEOLÔGIA DA PROSPERIDADE
é um equívoco, um terrorismo herético na palavra de Deus, pois induz o coração
do homem a renunciar os conselhos de Deus, e a vislumbrar apenas a cobiça
e avareza pelos bens desta vida. Exemplo que vem dos pastores de algumas
igrejas, os quais amontoam para si riquezas, e dizem que é benção de Deus.
E o resultado disso são os escândalos e o descrédito aos verdadeiros
evangélicos compromissados com Deus na pregação do Evangelho do Senhor Jesus
Cristo.
No entanto, a palavra de Deus mostra a verdadeira face do Evangelho
na vida de Cristo e dos apóstolos, citada nas escrituras que apresentam
situações de extrema privação e renúncia aos bens materiais, mas com
abundância no amor, nas boas obras e na obediência a vontade de Deus.
Hoje, criaram cursos especialmente direcionados a capacitação de pastores
para fazer abarrotar as igrejas, usando métodos que fogem do princípio
bíblico, por isso as pregações sobre a prosperidade têm crescido
assustadoramente a cada dia nas igrejas evangélicas, substituindo o Evangelho da
graça pela doutrina da avareza.
No momento em que a corrupção assola a humanidade, os homens de Deus, que têm o
compromisso de levar a paz e a esperança aos oprimidos, ao menos teoricamente
deveriam estar invólucros numa blindagem completa dessa desmoralização, mas
acabam maculando a pureza do Evangelho e do sacrifício do Senhor Jesus Cristo.
Porque no princípio da igreja primitiva, as coisas não aconteciam assim, a
palavra de Deus narrada no livro de Atos e demais escrituras, cita que os
Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, com grande poder, e
em todos eles havia abundante graça.
Todos os que criam, estavam juntos e tinham tudo em comum, e não havia, pois,
entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas,
vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos
apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha. E
isso, faziam todos, voluntariamente.
E desde a antiguidade, os homens compromissados com Deus, não se envolviam
nessa imoralidade generalizada que ocorre hoje, um exemplo clássico disso foi
relatado no capítulo 5 de II Reis, ocasião em que o general Naamã sendo
agraciado pela cura da lepra, ofertou a Eliseu, profeta de Deus, grande valor
de bens materiais, mas esse recusou, apesar da insistência de Naamã com ele
para que a tomasse, mas ele não aceitou.
Porem, Geazi, servo do profeta Eliseu, correu atrás de Naamã, e tomou os bens
que o seu senhor havia recusado. E como recompensa pela corrupção herdou a
lepra que estava em Naamã.
O capítulo 8 do livro de Atos descreve caso assemelhado ocorrido com os
apóstolos Pedro e João quando estavam em Samaria os
quais, oravam para os novos convertidos e lhes impunham as mãos, e recebiam o
Espírito Santo.
E Simão, que também era novo convertido, lhes ofereceu dinheiro, para receber o
mesmo poder do Espírito Santo que fora dado aos apóstolos, porem, Pedro
disse-lhe: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom
de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra,
porque o teu coração não é reto diante de Deus.
Em ambos os casos houve oferta de dinheiro e bens materiais em recompensa pela
graça, mas os homens santos de Deus, recusaram, deixando em si mesmo o exemplo
para que nós os imitássemos. Porém, nos dias de hoje, a maioria dos pregadores
pedem dinheiro aos seus seguidores, comercializam a graça e o sacrifício do
Senhor Jesus, sob promessa de prosperidades materiais, cuidando que o dom de
Deus se alcança por dinheiro. Isso é doutrina de homem, que vai na contra mão
do Evangelho do Senhor Jesus, o qual advertiu dizendo: Não ajunteis tesouros na
terra, mas ajuntai tesouros no céu, porque onde estiver o seu tesouro, aí
estará também o seu coração.
Jesus ainda declarou que não tinha lugar pra reclinar a cabeça, e aconselhou o
mancebo rico a vender todos os bens e doar aos pobres para receber um tesouro
no céu. E alertou que, aquele que não renunciar tudo o que tem, não serve
para ser seu discípulo, porque mais bem-aventurada coisa é dar do que
receber.
E no capítulo 6 da primeira carta a Timóteo, vem a sustentação da palavra de
Deus, que protesta: Se alguém ensina alguma outra doutrina que não conforma
com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo
a piedade, é soberbo e nada sabe.
E os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas
concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque
o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa
cobiça alguns se desviaram da fé e traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé,
a caridade, e toma posse da vida eterna, e manda aos ricos deste mundo que não
sejam orgulhosos, que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa
mente; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que
possam alcançar a vida eterna.
Outro exemplo notório, está contido no capítulo 3 de Atos, ocasião em que Pedro
e João subiam ao templo à hora da oração, e era trazido um varão que desde o
ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias o punham à porta do templo
chamado Formosa, para pedir esmola aos que entravam.
Ele, vendo Pedro e João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma
esmola, e Pedro, fitando os olhos nele, disse-lhe: Não tenho prata nem
ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o
Nazareno, levanta-te e anda. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou
com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.
Observem que os homens designados por Deus, não possuíam bens materiais, porque
o Senhor Jesus havia lhes ordenado que nada levassem pelo caminho (Mateus
10.6-11), entretanto, eram cheios das virtudes do Espírito Santo. Ao contrário
do que ocorre hoje, muitos pregadores, se depararem com uma
situação dessa, vão ter que dar alguma esmola ao pedinte porque a maioria deles
só possuem a riqueza material, porque esse é o objetivo desejado.
E o perigo constante, satanás tem exaltado o seu reino no púlpito das igrejas e
muito ainda dizem o amém! A palavra adverte que devemos examinar com cuidado se
o espírito manifestante é de Deus, porque satanás se transfigura em anjo de luz
e engana até os escolhidos.
Na carta aos Romanos 16.17, 18, a palavra de Deus diz: Rogo-vos, irmãos, que
noteis os que promovem escândalos contra a doutrina que aprendestes;
desviai-vos deles, porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas
ao seu ventre; e, com suaves palavras, enganam o coração dos simples.
E no Evangelho de Mateus 10.16, disse Jesus: Eis que vos envio como ovelhas
ao meio de lobos; portanto, sede simples como as pombas, mas prudentes como as
serpentes.
Portanto amados, lembrem-se da palavra do Senhor Jesus Cristo, o qual sempre
pregou o amor ao próximo, e sejam de um coração simples, humilde,
misericordioso, mas prudente como a serpente, e não se deixem levar
por palavras suaves, as quais têm na verdade, alguma aparência de sabedoria,
mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne.
AS RIQUEZAS SÃO
VAIDADE E AFLIÇÃO DE ESPÍRITO
No livro dos Eclesiastes ou Pregador, capítulo 2.1-11, há uma narrativa do rei
Salomão sobre a sua vida regada de bens e encanto, fala também da sua
frustração e constrangimento, pois, ao fim da jornada, ele teve o dissabor de
provar que tudo não passava de vaidade e aflição de Espírito.
O Rei Salomão, filho de Davi, teve um reinado glorioso sobre Israel, porque
Deus havia lhe concedido mais sabedoria do que a todos os homens. Deu-lhe
também poder e riqueza como a nenhum outro homem sobre a terra. Diante de tanto
privilégio vindo de Deus, ao fim de tudo, Salomão chegou à triste e verdadeira
conclusão que apesar da sua imensurável riqueza, sabedoria e deleite sobre o
que de melhor o mundo podia lhe oferecer, isso não fora suficiente para produzir
fruto digno de alegria para saciar a sua alma. Tudo não passou de vaidade e
aflição de espírito. Clamorosamente lamentou Salomão dizendo:
Amontoei para mim prata, e ouro, e jóias dos reis da terra, engrandeci-me e
aumentei mais do que todos os que houveram antes de mim, em Jerusalém;
perseverou também comigo a minha sabedoria, nem privei o meu coração de alegria
alguma; e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito; e que
proveito nenhum havia debaixo do sol.
Apesar do poderio social, econômico e sabedoria do rei Salomão, hoje somos
muito mais próspero do que ele. Não no ouro, ou na prata ou na sapiência
humana, mas somos fartos pela consolação do Espírito Santo, pela grandeza da
Graça do Senhor Jesus que há em nós, pela aspersão do seu precioso
sangue, e a oferta da vida eterna.
Salomão lamentou porque não pode ceifar o fruto da sua prosperidade, ele
possuía abundância de todos os bens que se possa imaginar sobre a terra, mas
faltava-lhe o mais importante de tudo, faltava-lhe a Graça do Senhor
Jesus. Não havia consistência na sua prosperidade, a sua alma era vazia
porque lhe faltava o essencial, havia ausência do Espírito Santo de Deus na sua
vida, pela desobediência a palavra do Senhor.
E nessa incoerência, muitos irmãos estão buscando aquilo que Salomão, com
clamor, afirmou que era e continua sendo, vaidade e aflição de espírito. Estão
abandonando a Graça pela busca desesperada à prosperidade material, isso é
profundamente lastimável.
Nós não temos ouro nem prata, mas possuímos as virtudes do Espírito Santo de
Deus. Recebemos a grandiosidade da Graça do Senhor Jesus, e isso nos basta. O Espírito
Santo nos alegra e nos fortalece mesmo nos momentos de turbulência, porque o
Senhor é conosco. Socorro bem presente na angústia, não deixa desamparado
o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão (Salmos
37.5).
Para a sua reflexão: Bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os
vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos
profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não o viram, e ouvir o que
vós ouvis, e não o ouviram (Mateus 13.16-17).
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